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17 de set. de 2010

Será possível ter seu lixo de volta...em forma de energia

No início de setembro a Coppe e a Comlurb assinaram um acordo para um estudo da viabilidade da produção de energia através do lixo.

Conforme o acordo, pesquisadores da Coppe, em parceria com técnicos da Comlurb, analisarão a viabilidade técnica e ambiental da instalação de uma unidade de tratamento no bairro do Caju, por onde passa metade do lixo produzido na cidade do Rio de Janeiro.

O Rio tem uma grande quantidade de lixo armazenado em terrenos largados. Prova disso foi o desastre em Niterói há alguns meses. Estudos como esse poderiam ter sido feitos antes de desastres e de tantos terrenos destinados a aterros sanitários, que por muitas vezes causam doenças a moradores próximos.

Espera-se agora que não fique só em um acordo de estudos e que seja colocado em prática. Da mesma forma que a Usina Verde, que funciona desde 2004, na Ilha do Fundão. O sistema da Usina hoje em dia está capacitado para gerar o dobro de energia atual que é usada para autoconsumo. Com 30 toneladas de lixo tratado que recebe por dia, provenientes do aterro sanitário da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) no Caju, a Usina Verde tem potência de 440 quilowatts (kW). Se funcionasse em tempo integral representaria cerca de 3.500 megawatts/hora (MWh) por ano, o que seria suficiente para abastecer 1.500 residências.

Além do RJ, São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, pretende construir uma usina de recuperação de energia (URE), que geraria eletricidade através do biogás obtido do lixo. O projeto foi apresentado também no inicio de setembro, pelo prefeito Luiz Marinho e está orçado em R$220 milhões. O objetivo da prefeitura é viabilizar o empreendimento por meio de uma Parceria Público Privada (PPP).

A usina seria implementada junto ao Lixão do Alvarenga e, junto com uma central de reaproveitamento e processamento de resíduos, ocuparia uma área de 30 mil m². Atualmente, São Bernardo gasta R$14 milhões por ano para descartar seu lixo no aterro Lara, em Mauá. A estimativa é de que, com o sistema em funcionamento, os custos caiam pela metade.

A prefeitura pretende disponibilizar em breve uma consulta pública para receber contribuições ao projeto. Após esse processo, deve ser lançado o edital de convocação para empresas interessadas em participar do empreendimento.

A dúvida que fica é: Porque insistir na energia nuclear que pode vir a matar e causar sérios danos de saúde por diversos anos e gerações, caso tenha algum acidente, quando se tem provas que a energia pode ser retirada do lixo? Lixo esse que fica causando problemas ambientais e de saúde as populações que residem próximo aos lixões, ao invés de deixar essas toneladas jogadas porque não partir logo para esse projeto da energia? Afinal a Usina Verde já provou que funciona!

22 de mai. de 2009

Engarrafamento gerando energia



Ficar no engarrafamento não agrada ninguém e ainda gera poluição, pensando nisso a empresa Israelense Innowattech encontrou uma solução, não para acabar com o trânsito mas para tirar algo de positivo; energia a partir da pressão no solo.

“Nós podemos produzir eletricidade em qualquer lugar onde haja uma estrada agitada usando energia que normalmente é desperdiçada”, explicou à agência britânica Reuters Uri Amit, presidente da Innowattech. Com uma equipe de 12 pessoas e o investimento privado de US$ 3 milhões, a empresa pretende instalar geradores embaixo de calçadas, malhas viárias e ferroviárias capazes de armazenar energia a partir do movimento e peso por meio do processo de “piezeletricidade”. Assim, quanto mais congestionado o trânsito estiver, melhor.

Fundador da organização, Haim Abramovich, explica que uma avenida com menos de 1,6 quilômetro (uma milha), quatro faixas e por onde cerca de mil veículos circulam por hora pode criar aproximadamente 0.4 megawatts de potência, o suficiente para alimentar 600 casas. No futuro, os cientistas do projeto desejam aprimorar a tecnologia para armazenar mais energia e distribuí-la em escala nacional.

Atualmento os geradores custam US$ 650 mil por quilômetro, o que equivale a US$ 6,5 mil por kilowatt. Entretanto, o presidente da empresa, Amid, observa que o custo deve cair 60% quando alcançarem a produção em massa, tornando o sistema mais barato do que a energia solar.

O novo projeto é um programa piloto para instalar os geradores em shoppings e no metrô de Nova York, por exemplo, para captar a energia do movimento de pedestres. Grandes empresas já demonstraram interesse no empreendimento da Innowattech. A multinacional Mc Donald’s teve a idéia de instalar o sistema em suas filas, para que os consumidores gerem energia enquanto esperam para comer um Big Mac. “Acredito que as pessoas vão começar a pular e dançar sabendo que ao fazer isso vão criar energia. Vai ser bom para a saúde delas”, defende Abramovich.

A partir de 2010 o projeto começa a ser implantado nas vias, começando pelas cidades israelenses e norte-americanas, no mesmo ano pretende-se implantar o sistema nas principais cidades do mundo.

Fonte: http://www.planeta-inteligente.com

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