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27 de jul. de 2010

Os cem lugares que devem desaparecer em breve


A revista Newsweek produziu um especial com os cem lugares que estão ameaçados por fortes problemas ambientais, catástrofes climáticas ou mesmo pela presença e ação do homem. Se os cientistas estiverem certos esses locais podem desaparecer ou sofrer mudanças radicais por causa do aquecimento global.

“Seja qual for sua visão de políticas públicas que cercam o tema, este trabalho mostra o que está em risco se formos complacentes face à rápida mudança do clima”, diz a revista.

Na internet foi disponibilizado um mapa, no qual você escolhe a região do mundo e vê os lugares que estão sobre alerta. Entre eles dois são no Brasil.

O primeiro brasileiro que aparece, em terceiro lugar do ranking, é Recife, em Pernambuco. A revista afirma que a cidade é altamente vulnerável a aumentos do nível do mar, furacões e tempestades. Além disso, a degradação de seus bancos de coral também pode expor a cidade a inundações.

A Floresta Amazônica também surgiu entre os ameaçados, ela cobre cerca de 550 milhões de metros quadrados de nove países e tem 20% de todas as espécies animais e vegetais do mundo. E pelo menos um terço dela poderá ter desaparecido até a metade do século.

O alerta foi dado, e não foi agora pela revista e sim há muito tempo, mas ainda temos chances de mudar essa situação. Para fazer é só querer. Até mesmo o Rei do Pop em um de seus ensaios para a turnê que não aconteceu falou "A mensagem é: cuidem do planeta. Temos quatro anos para repararmos nossos erros. Depois disso os danos serão irreversíveis", pelo que ele disse ainda temos algum tempo, mas é pouco então temos que começar a agir logo!

Fonte: http://www.newsweek.com/feature/2010/100-places-to-remember.html

5 de set. de 2009

Dia da Amazônia!

Vamos fazer por onde para que no próximo dia cinco de setembro possamos comemorar, é que nesse tenha uma Amazônia se recuperando do desastre que o Homem esta fazendo com ela.

Um poema pena que não tão comemorativo;

Amazônia (Dia da amazônia)

"Em meio ao seu verde, o fogo arde queimando o nosso pulmão. Os pássaros perdem seus galhos, em desespero voam sem rumo na imensidão. Os animais correm em círculos, perdidos na fumaça da morte certa. Os gritos das aves, dos animais, das plantas... Não são ouvidas pelos homens do poder sem visão... Que não reconhecem o ciclo da natureza que tenta em desespero... Limpar o ar que sujamos com nossos carros, nossas indústrias... Quebrando o ciclo da água, reduzindo as chuvas... Até chegar as grandes cidades, nos nossos campos que na seca matarão os gados... A abundancia das frutas brasileiras desaparecerão das nossas mesas. Haverá dor naqueles que por muitas vezes jogaram as frutas no lixo...E lágrimas rolarão sobre os olhos daqueles que a colhiam para comer... Sentindo-nos impotentes, perguntaremos a nós mesmos: O que fizemos com a nossa Amazônia? O que não fizemos por ela.."

(Regina Eenas Martins)

Vídeo do GreenPeace;

4 de jun. de 2009

Grandes marcas e o Governo envolvidos com a farra do boi na Amazônia

A indústria da pecuária na Amazônia brasileira é responsável por um em cada oito hectares destruídos globalmente. Esforços para reduzir as emissões globais de desmatamento devem incluir mudanças no modo de produção deste setor. A destruição da Amazônia, o mais importante estoque de carbono florestal do mundo, está sendo impulsionada pelo setor pecuário.

A Amazônia brasileira apresenta, em área, a maior média anual de desmatamento do que qualquer outro lugar do mundo. A indústria da pecuária na Amazônia brasileira é responsável por 14% do desmatamento global anual. Isso torna o setor da pecuária o principal vetor de desmatamento não apenas na Amazônia brasileira, mas do mundo inteiro. De acordo com o próprio governo brasileiro: ‘A pecuária é responsável por cerca de 80% de todo o desmatamento’ na região Amazônica. Nos anos recentes, a cada 18 segundos, um hectare de floresta Amazônica, em média, é convertido em pasto.

Governo brasileiro planeja dominar o comércio global de carne

O Brasil possui o maior rebanho comercial do mundo e é o maior exportador mundial de carne. Com a China, divide a posição de maior exportador de couro curtido. O governo brasileiro planeja dobrar a participação brasileira no comércio global de carne até 2018.

Na última década, o setor pecuário brasileiro tem apresentado rápido crescimento voltado para a exportação. Exportações de carne e vitela do Brasil aumentaram quase seis vezes em volume entre 1998 e 2008. Em 2008, uma em cada três toneladas de carne comercializada internacionalmente vinha do Brasil. Neste mesmo ano, o comércio de gado movimentou US$ 6,9 bilhões para o Brasil, sendo que o couro representou mais de 25% deste valor. Até 2018, o governo pretende que o Brasil forneça quase duas de cada três toneladas de carne comercializada internacionalmente.

Para ajudar o Brasil a dominar o mercado global de commodities agrícolas, incluindo carne, o governo federal está investindo em todos os elos da cadeia de abastecimento – desde a produção na fazenda até o mercado internacional.

O Brasil oferece US$ 41 bilhões em linhas de crédito para impulsionar a produção agropecuária. Em julho de 2008, o presidente Lula anunciou o Plano Agrícola e Pecuário 2008/09, que liberou $41 bilhões em linhas de crédito para incrementar a produção do setor agropecuário. 85% deste financiamento foram designados para a gricultura industrial.

Diversos relatórios do Banco Mundial, do governo brasileiro e de institutos de pesquisa, e análises do Greenpeace, mostram de forma consistente que a pecuária ocupa cerca de 80% de todas as áreas desmatadas na Amazônia brasileira.

O maior incentivo econômico para a expansão do setor pecuário na Amazônia é a falta de governança: fatores contribuintes incluem corrupção, desorganização, capacidade limitada e falta de coordenação entre diferentes setores do governo. O Greenpeace cruzou informações de satélite com autorizações de desmatamento entre 2006-2007 e constatou que mais de 90% da destruição florestal no período eram completamente ilegais.

Mercado Global

O Greenpeace rastreou o comércio de produtos pecuários de fábricas de processamento para exportação da Bertin, JBS e Marfrig no sul do Brasil para três fronteiras de desmatamento na Amazônia.

Embora marcas reconhecidas mundialmente pareçam acreditar que a Amazônia está excluída de seus produtos, o Greenpeace expõe, pela primeira vez, como o consumo cego de matéria-prima está alimentando o desmatamento e as mudanças climáticas.

Investigações sigilosas revelaram a complexa teia do comércio global de produtos bovinos envolvendo os frigoríficos brasileiros – Bertin, JBS e Marfrig. O Greenpeace identificou centenas de fazendas no bioma Amazônia fornecendo gado para seus frigoríficos na região. Todas as vezes em que foi possível obter os mapas das propriedades, análises de satélite revelaram que fornecimento significativo de gado vinha de fazendas envolvidas em desmatamento recente e ilegal. Dados comerciais também mostraram negócios com fazendas envolvidas em trabalho escravo. Além disso, um frigorífico da Bertin recebeu gado de uma fazenda instalada ilegalmente dentro de uma Terra Indígena.

Antes de exportar, os frigoríficos da região Amazônica embarcam carne ou pele para fábricas processadoras a milhares de quilômetros de distância no sul do país. Em diversos casos, processamento adicional é realizado nos países importadores antes que o produto final chegue ao mercado. De fato, o abastecimento ilegal ou criminoso de gado é ‘lavado’ ao longo da cadeia até chegar ao mercado global involuntário.

Que tipo de líder mundial você é Brasil?

O Brasil se apresenta como líder mundial no combate ao desmatamento. Na conferência de clima realizada em Poznàn, na Polônia, em 2008, o governo brasileiro anunciou seu Plano Nacional de Mudanças Climáticas, incluindo o compromisso de reduzir em 72% a taxa de desmatamento até 2018. Este corte, que pretende impedir a emissão de 4.8 Gt de CO2, deve ser alcançado principalmente pelo combate ao desmatamento ilegal.

Zerar o desmatamento é uma necessidade social e ecológica.
As florestas mantêm sistemas ecológicos essenciais para a manutenção da vida. A sobrevivência cultural de muitas comunidades ribeirinhas depende da saúde de suas florestas. Também desempenham papel fundamental na preservação da biodiversidade – quase metade das espécies terrestres de fauna e flora é encontrada ali.

Zerar o desmatamento é uma necessidade climática.
Florestas desempenham papel vital na estabilização do clima global, armazenando grandes quantidades de carbono que, se liberadas, agravariam o aquecimento global. Estima-se que entre 80-120 bilhões de toneladas de carbono estejam estocados na Amazônia. Se destruída, a floresta liberaria o equivalente a 50 vezes as emissões anuais de GEE dos Estados Unidos.

O Brasil não está sozinho quando se trata do desmatamento da Amazônia. E também não pode ser o único responsável por resolver o problema.

Já que o comércio global de commodities agrícolas e produtos pecuários resulta em desmatamento, uma responsabilidade considerável pela mudança de atitude recai sobre as chamadas empresas ‘Blue Chip’ (que possuem ‘ações de primeira linha’, de maior rentabilidade), responsáveis por marcas reconhecidas internacionalmente, cujo consumo cego de matéria-prima alimenta o desmatamento.

Responsabilidade adicional em desencorajar atividades que resultam em alta emissão de carbono recai sobre as instituições financeiras multilaterais, como o próprio Banco Mundial, que tem financiado, através do IFC, a expansão da Bertin na Amazônia.

Marcas envolvidas silenciosamente com o crime

As evidências ligam a cadeia contaminada de produtos amazônicos aos fornecedores de muitas marcas reconhecidas mundialmente, incluindo uma longa lista das chamadas empresas ‘Blue Chip’ (‘ações de primeira linha’): Adidas, BMW, Carrefour, EuroStar, Ford, Honda, Gucci, IKEA, Kraft, Nike, Tesco, Toyota, Wal-Mart. O setor público também está envolvido: nossas descobertas ligam a cadeia contaminada a fornecedores do Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS) e a fornecedores no Oriente Médio, cujos clientes incluem as forças militares britânica, holandesa, italiana, espanhola e norte-americana.

O que você pode fazer

» Informe-se sobre a campanha do Greenpeace e compartilhe as informações com seus familiares e amigos.

» Pergunte sempre a origem dos produtos pecuários que você compra. Diga ao vendedor que você está preocupado com a proteção da Amazônia e não quer estar envolvido com o desmatamento da floresta.

» Encha o SAC das empresas brasileiras de pecuária e diga que você não quer consumir produtos que podem estar destruindo a floresta:

- Bertin - (14) 3533-2000

- JBS - 0800 115057

- Marfrig - (11) 4422-7200

- Independência - (11) 4447-7000

- Informe ao Greenpeace sobre o que as empresas disseram: consumidor@br.greenpeace.org

» Pressione o governo brasileiro a adotar o Desmatamento Zero.Assine a petição!

Matéria do Greenpeace

22 de abr. de 2009

Em 50 anos podem ocorrer sérias mudanças no Brasil

A floresta amazônica poderá "morrer" em 50 anos por causa de mudanças climáticas provocadas pelo homem, sugere um estudo internacional publicado na revista especializada Proceedings of the National Academy of Sciences.

Segundo o estudo, muitos dos sistemas climáticos do mundo poderão passar por uma série de mudanças repentinas neste século, por causa de ações provocadas pela atividade humana.

Os pesquisadores argumentam que a sociedade não se deve deixar enganar por uma falsa sensação de segurança dada pela idéia de que as mudanças climáticas serão um processo lento e gradual.

"Nossas conclusões sugerem que uma variedade de elementos prestes a 'virar' poderiam chegar ao seu ponto crítico ainda neste século, por causa das mudanças climáticas induzidas pelo homem", disse o professor Tim Lenton, da Universidade de East Anglia, na Inglaterra, que liderou o estudo de mais de 50 cientistas.

Segundo os cientistas, alterações mínimas de temperatura já seriam suficientes para levar a mudanças dramáticas e até causar o colapso repentino de um sistema ecológico.

O estudo diz que os sistemas mais ameaçados seriam a camada de gelo do mar Ártico e da Groelândia, em um ranking preparado pelos cientistas, que inclui os nove sistemas mais ameaçados pelo aquecimento global.

Amazônia

Segundo o estudo, boa parte da chuva que cai sobre a bacia amazônica é reciclada e, portanto, simulações de desmatamento na região sugerem uma diminuição de 20% a 30% das chuvas, o aumento da estação seca e também o aumento das temperaturas durante o verão.

Combinados, esses elementos tornariam mais difícil o restabelecimento da floresta.

A morte gradual das árvores da floresta amazônica já foi prevista caso as temperaturas subam entre 3ºC e 4ºC, por conta das secas que este aumento causaria.

A frequência de queimadas e a fragmentação da floresta, causada por atividade humana, também poderiam contribuir para este desequilíbrio.

Segundo o estudo, só as mudanças na exploração da terra já poderiam, potencialmente, levar a floresta amzônica a um ponto crítico.

A maioria dos cientistas que estudam mudanças climáticas acredita que o aquecimento global provocado pelas atividades humanas já começou a afetar alguns aspectos de nosso clima.

Fonte: http://verde.br.msn.com/

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